O Drama destaca trabalhos de Zendaya e Robert Pattinson – FILMES, por Rudney Flores

 


Grandes nomes de sua geração, Zendaya e Robert Pattinson, marcados por participações recentes em filmes de heróis de quadrinhos – ela na franquia Homem-Aranha e ele como o Batman –, estrelam O Drama, novo filme do diretor norueguês Kristoffer Borgli, uma das estreias da semana nos cinemas no Brasil.

Na história, que mistura comédia romântica, drama e um pouco de suspense, os atores vivem os noivos Emma e Charlie, que estão nos preparativos finais do seu casamento. Enquanto o rapaz conversa com o padrinho Mike (Mamoudou Athie, de Jurassic World – Domínio) sobre seus votos – uma tradição norte-americana, quando se conta uma história relacionada ao parceiro antes do sim na cerimônia –, ela revela detalhes do relacionamento à madrinha Rachel (Alana Haim, do grupo musical Haim, abraçando ainda mais a carreira de atriz depois de filmes com Paul Thomas Anderson, em Licorice Pizza e Uma Batalha Atrás da Outra).

Após uma prova do cardápio da festa de casamento, o quarteto entra em um jogo cuja proposta é revelar a pior coisa que já fizeram na vida. Sem dar spoilers, o que se pode dizer é que Emma, a última a confessar, fala algo que estarrece os demais e este é o ponto de virada da trama. Charlie passa a ter sérias dúvidas sobre a futura união, enquanto a noiva tenta se explicar melhor ao parceiro. Do lado dos padrinhos, há muita cobrança.

Borgli, que chamou atenção principalmente da crítica em seus filmes anteriores – Doente de Mim Mesma (2023) e O Homem dos Sonhos (2024) –, também assina o roteiro e apresenta um filme que reflete o tempo atual, em que as pessoas estão mais interessadas em apontar e criticar os erros dos outros do que olharem para si mesmas e pensarem sobre os seus próprios erros e hipocrisias.

A intenção é claramente impactar e causar incômodo no espectador, mas essas sensações ficam incompletas. A questão apresentada é bem ampla e pede uma análise mais profunda. Mas a opção do diretor é centrar a discussão apenas entre os quatro protagonistas, o que torna tudo um pouco mais raso – os personagens rodam em falso e não evoluem muito. O tema também é muito local, inerente à sociedade dos Estados Unidos, o que torna produção bem mais específica e não causa tanta identificação em outros países.

Zendaya mostra novamente maturidade em um papel dramático – assim como na série Euphoria e em filmes como Rivais e Malcoln & Marie – e tem uma boa atuação, apesar de algumas limitações de sua personagem. O mesmo acontece com Pattinson, que há tempos abraça os mais variados personagens – e tem se saído muito bem em quase todos –, sempre para se distanciar do início como galã adolescente na franquia Crepúsculo. Apesar do bom trabalho, a dupla não consegue dar mais destaque a um filme que fica apenas na pretensão. Cotação: Regular.

 

Trailer de O Drama:

 


 

 

Crédito da foto: Divulgação Diamond Films Brasil