O 15º ano do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba é marcado pelo seu amadurecimento, tendo como conceito norteador o “coming of age”, um gênero cinematográfico que serve de metáfora para a própria evolução do evento. A temática está representada na arte visual do artista Rafael Silveira, cujas obras se destacam por um estilo único, inventivo e com fortes toques de surrealismo.
“O Olhar de Cinema conta atualmente com um formato maduro. Algumas coisas mudaram desde que começamos, mas o coração é o mesmo, o cerne é o mesmo, assim como a estrutura, mas essas adaptações só foram possíveis devido ao amadurecimento”, afirmar Antonio Gonçalves Jr, diretor do evento. “Fiquei pensando sobre o significado desta expressão. Seus desdobramentos. O que realmente muda quando a idade chega? Cada fase da vida revela uma série de descobertas. Não é só o mundo que muda. Nós mudamos. Nosso olhar sobre a mesma coisa muda também. É como se o tempo fosse um vento que nos transporta para além da neblina, um lugar mágico onde a paisagem se revela e nos dá o privilégio de ter uma visão panorâmica da vida”, completa Rafael Silveira.
Além de marcar presença na identidade visual, a temática também integra a programação dos filmes, com produções que se destacam por trazer processos e jornadas de autodescoberta. Parte da Mostra Exibições Especiais traz títulos que estrearam e foram aclamados em outros eventos, como Futuro Futuro, de Davi Pretto, longa-metragem que se passa em um futuro próximo e traz um homem que não tem memórias e não sabe quem é, em uma jornada trágica para tentar encontrar o seu lugar no mundo.
Já na Mostra Competitiva Brasileira, o paranaense Quase Inverno (foto), de Rodrigo Grota, que tem lançamento nacional nesta quinta-feira (11), conta a história de três irmãs que encaram questões e segredos do passado ao encontrarem o irmão na fazenda em que nasceram. O filme explora dramas como crise de identidade, pertencimento e dificuldades para lidar com sentimentos.
Confira alguns dos filmes que retratam o amadurecimento no Olhar de Cinema e sua programação:
Pinguim de Doce de Leite, de Ana Vitória Miotto Tahan. Sessões: 12 de junho, às 19h45, e 13 de junho, às 13h15, ambas na Cinemateca de Curitiba.
Futuro Futuro, de Davi Pretto. Sessão: 11 de junho, às 20h10, no Cine Passeio (Sala Luz).
Quase Inverno, de Rodrigo Grota|Brasil. Sessões: 11 de junho, às 20h45, no MON – Sala Poty Lazzarotto; 12 de junho, às 13h30, na Cinemateca de Curitiba (sessão com acessibilidade na tela, libras e legenda descritiva) e às 18h, no Cine Passeio (Sala Ritz).
A Noite já Está Partindo, de Ramiro Sonzini e Ezequiel Salinas (Argentina). Sessões: 11 de junho, às 18h15, no MON – Sala Poty Lazzarotto; 12 de junho, às 15h40, no Cine Passeio (Sala Ritz).
Pirexia, de Nico da Costa. Sessão: 11 de junho, às 15h15, na Cinemateca de Curitiba.
Os ingressos estão à venda com valores que vão de R$ 8 (meia-entrada) e R$ 16, pelo site oficial: www.olhardecinema.com.br. O Olhar de Cinema ainda conta com sessões gratuitas no Teatro da Vila, no CIC e algumas sessões no MON.
Serviço:
15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba
Até 13 de junho.
Site oficial: www.olhardecinema.com.br
Crédito da foto: Divulgação Quase Inverno

Redes Sociais