A produção é comandada por
Daniel Chong, estreantes em longas-metragens de animação, e também responsável
pelo roteiro ao lado de Jesse Andrews. A história, centrada na defesa da
ecologia, tem como personagem central a menina Mabel Tanaka, que desde pequena
busca proteger os animais, mesmo que para isso irrite os adultos. Ela encontra
uma parceira em sua vovó Tanaka, com quem divide um local especial para
apreciar a natureza, chamada Barra do Castor, com diversos bichos convivendo em
harmonia.
Já uma jovem cheia de atitude,
e após a morte da simpática vozinha, Mabel segue em sua jornada de defesa dos
animais, desta vez enfrentando Jerry, o carismático prefeito de sua cidade, que
pretende acabar com seu local preferido para avançar na construção de uma
grande obra viária. Os animais que outrora habitavam o espaço sumiram e ela
precisa fazer com que voltem a ocupar a barra para impedir sua destruição.
Nesse momento, entra em cena
a parte criativa e inventiva que andava meio sumida nas recentes produções da
Pixar. Um dia, ao seguir um castor supostamente sequestrado, Mabel descobre que
uma professora da universidade onde estuda criou uma tecnologia que permite
transportar a mente das pessoas para robôs em formato de animais, permitindo a
comunicação com eles.
A jovem não perde tempo em se
ocupar de uma dessas máquinas, na forma de um castor, e vai atrás dos animais
para tentar convencê-los a voltar a habitar a barra. Já vivendo entre os bichos,
ela conhece o divertido e meio atrapalhado George, um castor zen que herdou do
pai o posto de rei dos mamíferos do local. Ele explica as regras de convivência
daquela comunidade e apresenta os outros reis e rainhas dos demais animais –
das aves, dos peixes e dos anfíbios.
Chong e Andrews destacam
então uma história cheia de surpresas e reviravoltas, e até alguns toques de
terror, com trocas de corpos entre animais e pessoas também, além de muitos momentos
para o espectador se divertir, rir e se emocionar. A dupla decide não pegar tão
pesado com o político Jerry, que se descobre não ser tão antagonista e que
acaba sendo superado na vilania por outro personagem. A mensagem positiva em
favor da natureza e pela união de todos acaba prevalecendo. No final, Cara de
Um Focinho de Outro se apesenta um desenho acessível para o público de todas
as idades, agradando e divertindo a todos.
A produção original tem a
dublagem de nomes conhecidos como Meryl Streep (de O Diabo Veste Prado 2, que
estreia este ano), John Hamm (da série Mad Men) e Dave Franco (da franquia
Truque de Mestre), mas só serão lançadas cópias dubladas em Curitiba. Nada que
atrapalhe a diversão, pois os sempre competentes profissionais brasileiros da
dublagem dão conta muito bem do trabalho, dessa vez com a participação especial
da atriz Renata Sorrah, estreando como dubladora interpretando a Rainha dos
Insetos. O desenho tem duas cenas pós-créditos. Cotação: Bom.
Trailer de Cara de Um,
Focinho de Outro:
Crédito da foto: Walt Disney
Studios BR

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