O Teatro José Maria Santos está recebendo uma temporada do espetáculo Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela, uma criação que entrelaça memória, ancestralidade e cena contemporânea para reverberar a força e a continuidade das histórias de mulheres negras no Brasil.
As apresentações são gratuitas e acontecem até o dia 26 de abirl, de quinta-feira a domingo. Como desdobramento do espetáculo, o projeto investe na formação e no acesso, com sessões que contam com intérprete de Libras, audiodescrição e visitas guiadas para pessoas cegas ou com baixa visão. As apresentações com audiodescrição acontecem nos dias 25 e 26 de abril. No dia 25, haverá ainda uma visita guiada ao espaço cênico, realizada uma hora antes da apresentação. Todas as sessões contam com intérprete de Libras.
Interpretado por Flávia Imirene e Sol do Rosário, com direção de Sabrina Marques, o trabalho nasce de um processo criativo que inclui vivências no Quilombo Paiol de Telha (Guarapuava/PR), fortalecendo o diálogo com saberes ancestrais e práticas coletivas. A criação se insere na trajetória do OMI Núcleo Artístico e Cavala Produções ao propor narrativas que expandem o imaginário cultural a partir de perspectivas negras e afro-brasileiras. “Quando a gente sobe em cena, não estamos sozinhas, estamos em continuidade com muitas outras histórias que vieram antes e seguem pulsando através de nós”, revela Sol do Rosário.
Inspirada na trajetória de Tereza de Benguela, liderança quilombola do século 18, a montagem acompanha o encontro entre duas mulheres negras e suas histórias atravessadas pelo tempo. Em cena, realidade e ficção se misturam como possibilidade de revisitar memórias, refletir sobre o presente e projetar futuros. “Essa criação é também um gesto de escuta e de reconexão com aquilo que nos atravessa como memória e como possibilidade de futuro”, afirma Flávia Imirene, que também assina a dramaturgia da peça.
Serviço:
Revisitando a Grandeza que Somos – Cartas para Tereza de Benguela
Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco)
Dias 17 e 18 de abril, às 20h; 19 de abril, às 19h; 22, 23 e 24 de abrl, às 14h30 e às 20h; 25 de abril, às 20h; 26 de abril, às 19h; sessão com audiodescrição nos dia 25 e 26 de abril; dia 25 haverá ainda uma visita guiada 1 hora antes da apresentação.
Entrada gratuita, com ingressos distribuídos na bilheteria 1 hora antes das sessões.
Crédito da foto: Kimbrly Koeche

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