O longa-metragem cearense Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaína Marques, recebeu o troféu Olhar de melhor filme da Competitiva Brasileira, principal premiação da 15ª edição do Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba, encerrado neste sábado (13).
A produção também levou o prêmio de melhor atuação para o seu elenco. O filme traz a história de Rosa que, cercada pelo zumbido hipnótico de uma máquina de ressonância magnética, é instruída a pensar em um momento feliz de sua vida. É dentro dessa odisseia subconsciente que ela reencontra sua mãe, Dalva, com quem inventa memórias inexistentes.
O longa com mais prêmios foi o alagoano Olhe Para Mim, de Rafhael Barbosa, que levou os troféus de melhor direção, som (Lucas Coelho) e direção de arte (Nina Magalhães). A produção é uma fantasia alegórica inspirada no imaginário popular que margeia o Rio São Francisco.
Os demais premiados da mostra brasileira de longas foram: Adulto/Homem, de Pedro Diógenes – melhor roteiro (Pedro Diógenes); A Noite e os Dias de Miguel Burnier, de João Dumans – melhor montagem (Affonso Uchoa) e fotografia (João Dumans); Reparação, de Marcus Curvelo – menção honrosa e prêmio da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).
Entre os curtas-metragens brasileiros, os vencedores foram: Pirexia, de Nico da Costa – melhor filme; Pinguim de Doce de Leite, de Ana Vitória Miotto Tahan – prêmio especial do júri; Duwid Tuminkiz – Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapichana – prêmio do público; Tornar-se Ciborgue no Interior, de Louisa Sauvignon – prêmio da Avec-PR (Associação de Vídeo e Cinema do Paraná); Estrelas Terrestres, de Rafael Neri M. Ferreira – prêmio Itaú Cultural Play; Marimbã Está Acontecendo, de Maryn Marynho – prêmio Cardume; O Segredo Sagrado, de Everlane Moraes – prêmio Canal Brasil.
Na Competitiva Internacional o prêmio Olhar de melhor filme foi para Um Calendário Incompleto, de Sanaz Sohrabi, coprodução do Canadá, Irã, Turquia, Vanuatu e Venezuela, que tem como ponto de partida um vinil pouco conhecido da década de 1980.
O prêmio especial do júri foi para Bouchra, de Orian Barki e Meriem Bennani, animação da Itália, Marrocos, Estados Unidos. O prêmio do público foi para Se Pombos Virassem Ouro, de Pepa Lubojacki, coprodução da República Tcheca e Eslováquia. Entre os curtas internacionais, o vencedor foi Dragão, de Yashira Jordán, coprodução Bolívia e México.
A mostra Novo Olhares premiou o longa-metragem Como Todo Mortal, de Maria Molina Peiro, coprodução Espanha/Países Baixos.
Crédito da foto: Walter Thoms

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