O Teatro Novelas Curitibanas volta a ser o reduto do Vampiro de Curitiba, do escritor Dalton Trevisan. Desta quarta-feira (18) até 29 de março, o histórico casarão da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), na Rua Carlos Cavalcanti, São Francisco, será palco do espetáculo Que Fim Levou o Vampiro de Curitiba?. Com entrada gratuita, a montagem especial para as comemorações dos 333 anos de Curitiba abre a temporada de espetáculos teatrais da cidade. As apresentações acontecem de quarta-feira a sábado, sempre às 20 horas, e nos domingos, às 17 e às 19 horas.
Que fim Levou o Vampiro de Curitiba? tem direção de João Luiz Fiani. A montagem que estreou durante as celebrações do centenário de Dalton Trevisan, em 2025, revisita a alma nua e crua da capital paranaense. Um dos grandes destaques é a trilha sonora, que traz músicas ao vivo de um dos maiores compositores do Paraná, Palminor Rodrigues Ferreira, o Lápis, conferindo a sonoridade exata à boemia curitibana.
A temporada carrega um simbolismo histórico, com a mesma profundidade que a obra de Trevisan exige. Neste mesmo palco, em 1993, ano de inauguração do teatro Novelas Curitibanas, estreou o espetáculo O Vampiro e a Polaquinha, que se tornou um fenômeno cultural. Na época, a peça dirigida por Ademar Guerra permaneceu quatro anos em cartaz apenas no espaço da FCC, com mais de 800 apresentações, atraindo cerca de 100 mil espectadores no período.
No elenco de estreia estavam nomes como Lala Schneider, Nena Inoue, Hugo Duarte, Paulo Friebe, Rogério Delê, Marísia Brünning, Silvia Contursi e a então jovem Guta Stresser, além do próprio Fiani, que hoje dirige a releitura.
Depois de 33 anos, os tipos humanos de Dalton, os Nelsinhos, as Polaquinhas e outros munícipes com suas curitibanices, voltam a habitar o casarão. Nesta nova incursão pelo universo trevisaniano, com 12 contos selecionados pela escritora e crítica literária Luci Collin, a peça mergulha no cotidiano autêntico no qual o leite quente e o pinhão sapecado fazem parte do ambiente e convivem com o santificado e o pecado sempre muito próximo. O elenco atual é formado por Simone Spoladore, Alisson Diniz, Marcyo Luz, Viviane Gazotto e César Almeida.
Para Fiani, que mantém a tradição de levar Dalton aos palcos, este retorno é uma homenagem ao amigo falecido em 2024. “Dalton mostra a cidade sem maquiagem, o sagrado e o profano lado a lado. É essa Curitiba real que permanece viva em nossa memória e que agora reocupa seu palco de origem”, afirma.
Este ano os teatros da FCC vão receber mais de 30 espetáculos cênicos, com cerca de 140 sessões ao longo dos meses. A maioria são peças que contam com verba de apoio do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba (Paficc) e também do Festival de Curitiba, que começa no dia 30 de março.
“Curitiba é um celeiro de talentos das artes cênicas, temos o maior festival da área no Brasil e nomes consagrados na cena nacional como Ary Fontoura, Luis Melo, Rosana Stavis, Nena Ione, Guta Stresser, sem contar talentos que já partiram como a grandiosa Lala Schneider e Odelair Rodigues. Os editais de fomento da FCC são um grande incentivador para novas gerações de artistas iniciarem a carreira e manterem viva a vocação curitibana para os palcos”, destaca Marino Galvão Júnior, presidente da FCC.
Serviço:
Que Fim Levou o Vampiro de Curitiba?
Teatro Novelas Curitibanas (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222 – São Francisco)
De 18 a 29 de março; quarta-feira a sábado, sempre às 20h; domingo, às 17h e às 19h.
Entrada gratuita.
Crédito da foto: Divulgação FCC

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