Renée Zellweger retorna a Bridget Jones – FILMES, por Rudney Flores

 


Com Bridget Jones – Louca pelo Garoto, que estreia nesta quinta-feira (13) no Brasil, Renée Zellweger retorna ao personagem que a elevou ao estrelato. A atriz já havia se destacado em Jerry Maguire – A Grande Virada (1996), mas foi com O Diário de Bridget Jones (2001) – adaptação do livro homônimo da escritora Helen Fielding, o primeiro filme da franquia –, que ela surpreendeu e recebeu sua primeira indicação ao Oscar de melhor atriz.

Na época, a norte-americana havia sido uma escolha inusitada para o papel, já que Bridget é inglesa. Renée teve uma atuação muito inspirada – ganhando alguns quilinhos para viver a protagonista e caprichando no sotaque britânico – e marcou seu nome no mercado, abrindo as portas para trabalhos que valeram mais participações no Oscar – foi novamente indicada a melhor atriz por Chicago (2002) e ganhou a estatueta de atriz coadjuvante por Cold Mountain (2003). Após altos e baixos na carreira, ficou seis anos afastada do cinema, nos anos 2010, e teve seu momento de comeback com Judy – Muito Além do Arco-Íris (2019), no qual interpreta a estrela Judy Garland, vencendo finalmente o Oscar de melhor atriz.

A série Bridget Jones também teve altos e baixos, iniciando com o ótimo primeiro capítulo, passando pelo fraco No Limite da Razão (2004) e seguindo com o simpático O Bebê de Bridget Jones (2016). Ao contrário dos três primeiros, comédias diretas, Louca pelo Garoto, dirigido pelo estreante em longas-metragens Michael Morris, tem um tom mais sóbrio.

Bridget agora é viúva de Darcy (Colin Firth, Oscar de melhor ator por O Discurso do Rei), morto quatro anos antes, e cuida do casal de filhos sem muitas perspectivas, tendo a ajuda dos amigos mais próximos e do ex-amante Daniel (Hugh Grant, de Herege). Após um grande período de luto, no qual fica um pouco desleixada com a aparência, além de quase enlouquecer por não dar conta direito da criação dos rebentos, ela decide mudar de rumo, voltando à carreira como produtora de shows de televisão. Ao mesmo tempo, conhece Roxster (Leo Woodall, da minissérie Um Dia), rapaz mais novo, o garoto do título, com quem vive um romance. Mas algumas surpresas ainda vão marcar a vida da personagem.

O roteiro do filme – da própria criadora de Bridget Jones, com mais dois colaboradores – apenas pincela algumas questões, como o romance entre pessoas em diferentes fases da vida. O humor é leve e só sobressai mesmo quando aparecem os personagens interpretados por Grant – que continua impagável como o mulherengo Daniel – e também por Emma Thompson, que vive a divertida ginecologista de Bridget, a quem ela recorre em qualquer situação médica.

Tudo funciona corretamente em Louca pelo Garoto, podendo ser um bom desfecho para a trajetória de quase 25 anos de Bridget Jones nas telas – nos créditos do filme, são lembrados vários momentos da franquia. Em Hollywood, nunca dá para cravar o final de algo lucrativo, e Helen Fielding poderá criar novas histórias para a sua personagem. Mas, se terminar agora, ficarão boas lembranças. Cotação: Bom.

 

Trailer de Bridget Jones – Louca pelo Garoto:

 


 

Crédito da foto: Universal Pictures Brasil